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A lágrima não é produzida num único local. Nas glândulas lacrimais principais, que se localizam na órbita e nas pálpebras, produzem-se as lágrimas reflexas, que respondem a um estímulo (irritação, emoção). No entanto, estas glândulas não contribuem para a hidratação do globo ocular, o que leva a que, paradoxalmente, as pessoas que sofram de olho seco se possam queixar de chorar muito, por resultar num estímulo de desconforto que aumenta a produção de lágrima.
O filme lacrimal é uma estrutura importante para assegurar a integridade da superfície da córnea e conjuntiva, sendo composto por 3 camadas: lipídica (exterior), aquosa (intermédia) e mucosa (interior e que entra em contacto com a superfície ocular).
Uma alimentação equilibrada aliada à prática de exercício físico contribuem para a saúde dos olhos. Isto porque doenças relacionadas com a alimentação e o estilo de vida, como a hipertensão e a diabetes tipo II, podem comprometer seriamente a saúde dos nossos olhos. A retinopatia diabética, por exemplo, continua a ser uma importante causa de cegueira em Portugal.
Os olhos devem ser protegidos com óculos de sol durante todo o ano. As lentes não precisam de ser escuras, mas devem conter filtros para os raios UV. Quem usa óculos escuros mas sem filtros para raios UV está mais exposto aos efeitos nocivos da luz solar do que quem não os usa. É importante lembrar que a luz solar está na origem de patologias graves como sejam a catarata e degenerescência macular ligada à idade.
Cerca de 20% das crianças em idade escolar têm algum défice da função visual capaz de interferir com o rendimento escolar. A deteção precoce dos problemas visuais das crianças através de rastreios deverá começar a partir dos 2/4 anos. Dores de cabeça, olhos vermelhos, inchados ou lacrimejantes, estrabismo e fotofobia (dificuldade em suportar a luz) são sintomas que não podem ser ignorados e devem levar os pais a procurar um especialista.
A conjuntivite alérgica, que atinge uma percentagem significativa da população portuguesa, em especial a camada mais jovem, é uma doença inflamatória da superfície ocular externa que se manifesta através de prurido (comichão), sensação de ardor nos olhos, lacrimejo, olhos vermelhos, fotofobia (sensibilidade extrema à luz) e edema (inchaço) da conjuntiva e das pálpebras. Para tratar a conjuntivite alérgica são utilizados anti-histamínicos e/ou corticosteróides tópicos. Mas, tal como acontece com outras manifestações alérgicas, deve prevenir-se o desencadear ou o agravamento evitando a exposição aos alergénios.
A síndrome vulgarmente chamada de “olho seco”, é uma patologia inflamatória que atinge 10-20% da população adulta. Desconforto ocular, ardor, sensação de corpo estranho e olho vermelho são alguns dos sintomas de alerta para esta e outras formas de inflamação ocular. O tratamento é sintomático, devendo ser utilizadas substâncias lubrificantes denominadas lágrimas artificiais.
As lesões oculares que ocorrem durante alguns tipos de desporto podem ser graves e comprometer a qualidade da visão. Tem sido demonstrado que o uso de protetores oculares atualmente disponíveis reduz o risco de lesão ocular em, pelo menos, 90 por cento.
Depois dos 40 anos os cuidados com a visão devem redobrar-se e a visita ao especialista de visão deve ser feita pelo menos de dois em dois anos, numa consulta que deve incluir observação do cristalino e da retina, medição da tensão ocular (caso seja elevada podemos estar perante um caso de glaucoma), e verificar se há necessidade de correção de ametropias (uso de óculos com graduação).
A catarata é observada através da pupila, que, à medida que a catarata vai evoluindo, se torna esbranquiçada. Além de causar diminuição da visão, por turvamento das imagens, as pessoas podem observar imagens duplas, confusão para ver e distinguir cores, alteração frequente da graduação dos óculos, muita dificuldade para a leitura e visão pior com aumento da luminosidade. Pode ocorrer num olho ou nos dois, com evolução diferente ou idêntica.
O único tratamento disponível e reconhecido cientificamente para a catarata é, sem dúvida, a intervenção cirúrgica para a remoção do cristalino opaco. Como o cristalino é uma lente natural muito rígida deve colocar-se uma outra lente no lugar para evitar que o paciente seja obrigado a utilizar óculos com alta graduação, tal como acontecia antes de se inventarem as lentes intra-oculares. Neste caso da remoção do cristalino sem introdução da lente artificial no seu lugar (olho afáquico) o paciente necessitaria de uns óculos com uma lente de cerca de +10.00 dioptrias sobre a sua anterior graduação de longe.
Para a cirurgia da catarata são realizados exames pré-operatórios, os quais vão determinar a graduação da lente intra-ocular para implante bem como a melhor técnica a ser escolhida para essa cirurgia. Actualmente, a técnica cirúrgica mais moderna para o tratamento da catarata consiste na remoção do cristalino por microfragmentação e aspiração do núcleo, num processo chamado faco-emulsificação, e posterior implante da lente intra-ocular dentro da cápsula do cristalino. A evolução da técnica permite hoje incisões muito pequenas, entre 2 e 3 milímetros, o que dispensa a necessidade de sutura e possibilita que o paciente seja submetido à cirurgia de catarata com anestesia tópica (apenas colírios) em regime de ambulatório, saindo da sala de cirurgia já com uma visão bem próxima da visão esperada, a qual costuma ocorrer depois de cerca de 1 mês após a cirurgia.